Acordo e é Natal.
Sem chaminé.
Sem os meus pais.
E é Natal
O Manuel, septuagenário (o menino ainda dorme)
Eu com uma tíbia partida
Os meus filhos, sempre meninos, acrescidos do Paulo e da Ana
Os meus netos
Os meus sobrinhos
Os amigos
A casa desarrumada
As mensagens de telemóvel
Os e mails
Os que me vão visitando por aqui
Os meus vizinhos todos
O mundo a entrar pela televisão
E é Natal
A deixar-nos dizer
a deixar-nos ser o melhor que há em nós
Tuesday, December 25, 2007
ORAÇÃO EM NOITE DE NATAL
Nasce, Menino Deus,
Nas nossas mãos vazias.
Nasce
No gesto que não tivemos,
Enquanto Te esperámos.
Nasce nos passos que não demos.
E nas palavras que, às vezes,
Tantas vezes, Te negaram.
Nasce nos silêncios que foram cobardia.
Pressinto que nos aceitas como somos,
E és a nossa única Esperança,
Quando a dúvida e o medo
Encharcam nossos dias.
Pressinto e sei.
E tento.
Tento quando entrego aqui e ali
Um quase nada,
Nesta forma frágil
A que chamamos uma lembrança de Natal.
Tão pobre este dizer!
Mas é assim que Te proclamo presente,
Menino Deus,
Príncipe da Paz.
Nas nossas mãos vazias.
Nasce
No gesto que não tivemos,
Enquanto Te esperámos.
Nasce nos passos que não demos.
E nas palavras que, às vezes,
Tantas vezes, Te negaram.
Nasce nos silêncios que foram cobardia.
Pressinto que nos aceitas como somos,
E és a nossa única Esperança,
Quando a dúvida e o medo
Encharcam nossos dias.
Pressinto e sei.
E tento.
Tento quando entrego aqui e ali
Um quase nada,
Nesta forma frágil
A que chamamos uma lembrança de Natal.
Tão pobre este dizer!
Mas é assim que Te proclamo presente,
Menino Deus,
Príncipe da Paz.
Monday, December 24, 2007
uM BEM HAJA ENORME

Antes de me deitar com o meu amor septuagenário,
quero dizer a todos um bem haja enorme.
A Festa do Manel foi linda.
Falaram os afectos
nos sorrisos
nas distâncias percorridas
na quantidade de boas vontades e de dinamismos
Em tudo
Em todos
Vou tentar postar o rapaz pequenino e mais crescido (parece que esta não tenho... a ver)
NÃO O CONSEGUI CRESCIDO. MAS DE SAINT-ÉXUPÉRY «TODAS AS PESSOAS CRESCIDAS FORAM PRIMEIRO CRIANÇAS.»
Sunday, December 23, 2007
O GRANDE DIA
Pronto, cá estamos. O Manel faz hoje setenta anos. VIIIIIIIIIIVAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!
Decidi ir deitar-me agora, passados quarenta e quatro minutos da meia noite.
Disse-lhe.
Resposta:
- Hoje vais ver o que é dormir com um septuagenário!!!
Sempre surpreendente o meu marido!
PARABÉNS, MEU AMOR SEPTUAGENÁRIO
PARABÉNS.
Decidi ir deitar-me agora, passados quarenta e quatro minutos da meia noite.
Disse-lhe.
Resposta:
- Hoje vais ver o que é dormir com um septuagenário!!!
Sempre surpreendente o meu marido!
PARABÉNS, MEU AMOR SEPTUAGENÁRIO
PARABÉNS.
Saturday, December 22, 2007
Friday, December 21, 2007
À LENA, À ZÉ, AO ANTÓNIO ...
Ontem fizemos quarenta e oito anos de namoro.
A este respeito nunca escreverei nem direi nada de jeito.
Sóa gratidão a Deus, à vida , ao Manel, aos nossos filhos, aos nossos netos, a todos os amigos. De um modo muito especial à Lena, à Zé, ao António que às três da manhã, nessa noite de 19 para vinte de Dezembro tiveram «a pachorra» de vir a pé do Príncipe Real até Campo de Ourique para «fazer companhia» a essa nossa história a começar.
Pois ontem voltámos a passar no Príncipe Real. Agora todo iluminado.
Depoism, até ao Chiado.
E um bife com muito molho a dois na Brasileira.
Com muito molho.
Muita história.
Muito amor.
A este respeito nunca escreverei nem direi nada de jeito.
Sóa gratidão a Deus, à vida , ao Manel, aos nossos filhos, aos nossos netos, a todos os amigos. De um modo muito especial à Lena, à Zé, ao António que às três da manhã, nessa noite de 19 para vinte de Dezembro tiveram «a pachorra» de vir a pé do Príncipe Real até Campo de Ourique para «fazer companhia» a essa nossa história a começar.
Pois ontem voltámos a passar no Príncipe Real. Agora todo iluminado.
Depoism, até ao Chiado.
E um bife com muito molho a dois na Brasileira.
Com muito molho.
Muita história.
Muito amor.
Tuesday, December 18, 2007
TANTA VEZ NATAL
Na reunião de Bíblia.
Ela nunca tinha dito quase nada. Mas um jeito de ternura humilde e alguma pobreza adivinhada.
Na reunião de ontem sentei-me ao pé dela.
O tempo todo sem falarmos.
No fim «Se pudesse rezar pela minha neta. Tem quatro anos e não consegue andar.»
Há dois anos que estou com ela neste grupo. Como escondeu a dor?
E deu-me um embrulhinho feito em casa. Uma caneta para o Manuel. Para mim um terço, vindo de Roma, em bolsinha de veludo. Já o tenho na mala.
He~de dedilhar-lhe as contas em preces.
Por ela.
Por todas e por todos como ela.
Que escondem o sofrimento. E com ternura humilde dizem o Amor.
Tanto Natal, Menino Deus. Tanto Natal.
Ela nunca tinha dito quase nada. Mas um jeito de ternura humilde e alguma pobreza adivinhada.
Na reunião de ontem sentei-me ao pé dela.
O tempo todo sem falarmos.
No fim «Se pudesse rezar pela minha neta. Tem quatro anos e não consegue andar.»
Há dois anos que estou com ela neste grupo. Como escondeu a dor?
E deu-me um embrulhinho feito em casa. Uma caneta para o Manuel. Para mim um terço, vindo de Roma, em bolsinha de veludo. Já o tenho na mala.
He~de dedilhar-lhe as contas em preces.
Por ela.
Por todas e por todos como ela.
Que escondem o sofrimento. E com ternura humilde dizem o Amor.
Tanto Natal, Menino Deus. Tanto Natal.
É NATAL
Não gostava lá muito ou quase nada daquela espécie de sacristão lá na minha paróquia.
Sempre no altar.
Muitas vénias.
Penteadíssimo.
Fatinho completo. Gravata e tudo.
A falar-me com muita timidez ou sei lá.
Hoje, surpresa!
Foi ele que veio ter comigo. «Para lhe desejar um bom Natal.»
Eu - «Mas ainda nos vamos ver»
Ele - «Já está tão perto» E um sorriso largo. Pela primeira vez.
E para mim «Louvado seja Deus»
Afinal já gosto desta espécie de sacristão.
Sempre no altar.
Muitas vénias.
Penteadíssimo.
Fatinho completo. Gravata e tudo.
A falar-me com muita timidez ou sei lá.
Hoje, surpresa!
Foi ele que veio ter comigo. «Para lhe desejar um bom Natal.»
Eu - «Mas ainda nos vamos ver»
Ele - «Já está tão perto» E um sorriso largo. Pela primeira vez.
E para mim «Louvado seja Deus»
Afinal já gosto desta espécie de sacristão.
Monday, December 17, 2007
P'RA QUE SEJA NATAL
Ainda que seja Natal,
ainda que me deixe encantar com os gestos de nada com que compro um presente,
gestos que são deste tempo,
gestos donde nascem sorrisos,
às vezes,
quero este dom das lágrimas.
Por um nada talvez.
Porque há palavras que ferem
Palavras que não sustentam a vida nem os dias.
São palavras que atravessam a noite
E escondem as estrelas.
E ainda que não queira esta ferida,
Eu preciso das lágrimas.
Preciso das lágrimas
P'ra que seja Natal.
Serenamente.
Natal
ainda que me deixe encantar com os gestos de nada com que compro um presente,
gestos que são deste tempo,
gestos donde nascem sorrisos,
às vezes,
quero este dom das lágrimas.
Por um nada talvez.
Porque há palavras que ferem
Palavras que não sustentam a vida nem os dias.
São palavras que atravessam a noite
E escondem as estrelas.
E ainda que não queira esta ferida,
Eu preciso das lágrimas.
Preciso das lágrimas
P'ra que seja Natal.
Serenamente.
Natal
Thursday, December 13, 2007
JOANA E INÊS

É que é mesmo uma história de amor.
Por duas razões maiores:
gostamos e queremos gostar.
Um dia qualquer talvez eu consiga explicar isto:
Gostar e querer gostar.
É como fazer uma malha ou escrever um poema. Faz-se com persistência. E devagar. Faz-se com gestos banais, subitamente iluminados. E às vezes sem luz.
Mas agora que já é noite, um beijo para cada uma.
E, Inês, também no meu coração o dia 8 foi o dia da mãe.
Porque este era o dia da mãe, quando - tantas vezes sem jeito - eu dizia «Mãe».
E agora ainda é. neste fio de tempo e tempos de que se faz a vida.
E bem haja pelas visitas e pelas palavras.
E CONTINUAMOS A PREPARAR A »FESTAZINHA» DE ANOS DO MANEL, QUE É NO DIA 23.
BEM BOM!
Por duas razões maiores:
gostamos e queremos gostar.
Um dia qualquer talvez eu consiga explicar isto:
Gostar e querer gostar.
É como fazer uma malha ou escrever um poema. Faz-se com persistência. E devagar. Faz-se com gestos banais, subitamente iluminados. E às vezes sem luz.
Mas agora que já é noite, um beijo para cada uma.
E, Inês, também no meu coração o dia 8 foi o dia da mãe.
Porque este era o dia da mãe, quando - tantas vezes sem jeito - eu dizia «Mãe».
E agora ainda é. neste fio de tempo e tempos de que se faz a vida.
E bem haja pelas visitas e pelas palavras.
E CONTINUAMOS A PREPARAR A »FESTAZINHA» DE ANOS DO MANEL, QUE É NO DIA 23.
BEM BOM!
Wednesday, December 12, 2007
A VIDA SEM PORQUÊ

Tinha enviuvado.
Parece que se não habituava a esse súbito estar só.
E aquele amigo do marido por perto... Não era fascinante. Estava por perto.
Tinha ido a Londres com a filha e o genro. E não gostou. A ver uma montra, num tempo e num ritmo seu. « Mãe, venha depressa, não fique sempre aí parada...» Não. Isso não.
Queria de volta o seu jeito de estar.
E aquele amigo do marido, era uma companhia. Uma boa companhia. Viagens a seu gosto. Tudo como quisesse
Um «casamento» em Espanha.
Tomei ontem um café com ela.
Oitenta anos.
«E agora tenho ali um homem que me pergunta a toda a hora aonde é que vou.
Que me vai sempre levar e que me vai buscar.
Nem um passo só meu.»
Não tive nada para dizer. Talvez lhe faça um telefonema, agora que é Natal.
A vida assim. A vida sem porquê....
Mas ainda assim, é vida.
Parece que se não habituava a esse súbito estar só.
E aquele amigo do marido por perto... Não era fascinante. Estava por perto.
Tinha ido a Londres com a filha e o genro. E não gostou. A ver uma montra, num tempo e num ritmo seu. « Mãe, venha depressa, não fique sempre aí parada...» Não. Isso não.
Queria de volta o seu jeito de estar.
E aquele amigo do marido, era uma companhia. Uma boa companhia. Viagens a seu gosto. Tudo como quisesse
Um «casamento» em Espanha.
Tomei ontem um café com ela.
Oitenta anos.
«E agora tenho ali um homem que me pergunta a toda a hora aonde é que vou.
Que me vai sempre levar e que me vai buscar.
Nem um passo só meu.»
Não tive nada para dizer. Talvez lhe faça um telefonema, agora que é Natal.
A vida assim. A vida sem porquê....
Mas ainda assim, é vida.
Thursday, December 06, 2007
PAUSA
Esta «pausa» deve-se à preparação da festa de anos do Manel.
58 ENVELOPEZINHOS... E a vista aos sessenta e sete anos...
Ele merece TUUUUUUUUUUUUDDDDOOOOOOOOOOOOOOOO
E «a gente» gosta de festas....
58 ENVELOPEZINHOS... E a vista aos sessenta e sete anos...
Ele merece TUUUUUUUUUUUUDDDDOOOOOOOOOOOOOOOO
E «a gente» gosta de festas....
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