Thursday, October 18, 2012
SILVÉRIO
Bem cedo, a notícia de que tinhas partido.
E logo, a lembrança do teu sorriso escancarado.
Quase as lágrimas. Um quase e um ainda não.
Um vazio ali numa igreja cheia.
Essa frase do Mário Teixeira, imperativa e firme Canta Aleluia.
A Paz da Comunhão dos Santos.
Sempre.
A Paz.
A Liberdade.
Monday, October 01, 2012
UMA MÃE GALINHA PENSANTE
Frase do dia
"Pior do que uma mãe galinha, é uma mãe galinha pensante."
Autor desconhecido
Saturday, September 29, 2012
APONTAMENTO - A DIFICULDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA
Será que chegámos tão baixo que se julgue que racionar é mesmo parecido com racionalizar?
Sim, chegámos.
Pobre gente!
Pobre país!
NOVO VISUAL
À conta do meu analfabetismo no que respeita a gerenciar o meu blog,
o André teve por aqui um trabalhinho e ... cá está o meu blog com novo visual.
Ainda disse «é pretencioso, parece que tenho imensos livros.» Ao que a Ana replicou « E
tem mesmo»
Portanto cá estou eu com novo visual.
Saturday, September 22, 2012
SAÚDO E APLAUDO D MANUEL CLEMENTE
Sim,
saúdo e aplaudo a lucidez certeira das palavras proferidas ontem por D.Manuel Clemente no IPO do Porto
a propósito desta forma desumana a que o povo português tem estado sujeito
de se imporem restrições e mais restrições
sem que lhe seja explicado «o porquê» e «o para quê».
Friday, September 21, 2012
COLADA À TELEVISÃO
Estou mesmo chateada comigo.
Colada à televisão para "ver" e "ouvir" o que acontece (acontece?) no Conselho de Estado.
Rendo-me assim e tão irracionalmente às técnicas de marketing dos meios de comunicação social.
Entretanto vejo sim a concentração junto ao Palácio de Belém.
E acho que devia lá estar.
Colada à televisão para "ver" e "ouvir" o que acontece (acontece?) no Conselho de Estado.
Rendo-me assim e tão irracionalmente às técnicas de marketing dos meios de comunicação social.
Entretanto vejo sim a concentração junto ao Palácio de Belém.
E acho que devia lá estar.
Thursday, September 20, 2012
Comunicado do PSD à meia noite do dia 19.09
Estes senhores estão no governo para servir o povo português
Ou
Para "ganharem",
Para que o CDS se lhes submeta
E enfim lhes preste vassalagem,
Arrependido?
Saberão o que significa "Diálogo"?
Pobre país o nosso!
Ou
Para "ganharem",
Para que o CDS se lhes submeta
E enfim lhes preste vassalagem,
Arrependido?
Saberão o que significa "Diálogo"?
Pobre país o nosso!
Wednesday, September 19, 2012
DE PÉ
Pois tenho persistido.
Ou tenho tentado persistir.
Como posso.
Tal qual.
Outros passos, sim.
E tanto tempo calada! Enquanto o meu país crescia em caos. E está um caos. E é um caos.
A gente do meu país calcada. No meio da rua. Sem protecção nenhuma. Atirada p'ráli. Como se estivéssemos a mais. Como se todos estivessem a mais. Moeda de troca enquanto ...
Mas a gente do meu país nasceu no sábado. Saíu. Disse. Gritou a dor. Gritou a falta. A indigência.
Gritou a uma só voz.
Comungou a míngua.
Mas comungou.
E renasceu.
Ou tenho tentado persistir.
Como posso.
Tal qual.
Outros passos, sim.
E tanto tempo calada! Enquanto o meu país crescia em caos. E está um caos. E é um caos.
A gente do meu país calcada. No meio da rua. Sem protecção nenhuma. Atirada p'ráli. Como se estivéssemos a mais. Como se todos estivessem a mais. Moeda de troca enquanto ...
Mas a gente do meu país nasceu no sábado. Saíu. Disse. Gritou a dor. Gritou a falta. A indigência.
Gritou a uma só voz.
Comungou a míngua.
Mas comungou.
E renasceu.
Saturday, August 25, 2012
JÁ NÃO TENHO PAÍS. PRIVATIZAÇÃO DA RADIOTELEVISÃO ?
.

Parece que já não tenho país.
Como se não acreditasse...
Porquê?
Dá prejuízo. Reorçamentar, talvez. Sei lá...
Mas privatizar?
E é verdade.
Já não tenho televisão pública.
Já não tenho País.
Já não temos País.
Postei uma imagem de Maria Armanda Falcão, que mais tarde adoptou o nome de Vera Lagoa.
Em casa da bela e primeira apresentadora da TV, à conta da enorme e comum amizade pelo Armando Fiúza, conheci o Manel.
E dansámos as primeiras voltas.
Da vida toda.
Saturday, August 18, 2012
DE CLARICE LISPECTOR
Este é o texto de Clarice Lispector (de que recomendo toda a obra) citado pelo p Tolentino Mendonça na Pastoral da Cultura de 17.08. e que deu origem à escrita rápida da postagem seguinte. Só esta transcrição nos deixa compreender «o táxi», «o jardim» e a mensagem que procurei passar.
Aí vai:
Aí vai:
«Eram 2 horas da tarde de verão.
Interrompi meu trabalho, mudei rapidamente de roupa, desci, tomei um táxi que
passava e disse ao chofer: vamos ao Jardim Botânico. "Que rua?", perguntou ele.
"O senhor não está entendendo", expliquei-lhe, "não quero ir ao bairro e sim ao
Jardim do bairro." Não sei porquê, olhou-me um instante com atenção.
Deixei abertas as vidraças do carro, que corria muito, e eu já
começara minha liberdade deixando que um vento fortíssimo me desalinhasse os
cabelos e me batesse no rosto grato de felicidade. Eu ia ao Jardim Botânico para
quê? Só para olhar.
Só para ver.
Só para sentir.
Só para viver».
Só para ver.
Só para sentir.
Só para viver».
Friday, August 17, 2012
P´RA VIVER
17.08.2012
Li hoje na «Pastoral da Cultura» um artigo do p.Tolentino sobre «O acto gratuito».
Gosto de escrever a seguir à página que leio, ao filme que vejo, à situação que observo.
Hoje escrevi «isto»:
Aos
setenta e dois anos, a vida é toda assim gratuita.
Vou-me
dando conta de limites. E aceito.
É
então que me deslumbro, feliz e livre, para a beleza do
gratuito.
A
gente faz qualquer coisa porque quer, porque apetece, porque pode.
E
quantas vezes um buraco, uma pedra escura nos barra o caminho ou faz
parar
o táxi para o Jardim Botânico.
Ou
talvez não.
Posso
levar comigo o buraco, a pedra escura. Assim não barram o
caminho.
E
continuo.
No
táxi.
Para
o mesmo destino.
Sunday, August 12, 2012
PARA GUARDAR «COISAS» POSITIVAS
O amor é a ausência do Juízo ... Citações de Dalai
Não estou nada «chateada».
E resolvi coleccionar/guardar/... tudo quanto há de positivo.
1. Hoje de manhã, eu na esplanada do «Estrelas Brilhantes».
Aproxima-se um carrinho de bebé.
A moça que o transporta sorri-me.
É a Cristina, a mulher do Gonçalo.
E eu já a espreitar o Tomaz, o precioso Mello Barreto.
O cachopo ri, sorri, sei lá. Uma babadice.
Verdade mesmo, a cara do meu primo-irmão, o Victor.
Notícia MUITO POSITIVA.
Saturday, August 11, 2012
O MAIOR ABRAÇO FRATERNO DO MUNDO
Ontem, dois dos meus netos, o Francisco e o Pedro, voltaram a Évora, onde vivem, depois de terem estado no acampamento de escuteiros.
Antes de regressarem e em gesto de despedida, 17000 escuteiros deram o maior abraço fraterno do mundo.
Eu, que tenho andado tão zangada com o mundo, voltei a acreditar que o tal mundo com que me zango, há-de saber escolher «a melhor parte» -
um abraço fraterno, um inclusivo abraço fraterno.
Como o fizeram estes escuteiros.
E havemos de saborear a confiança.
05 de Agosto de 2012, 00:00
Uma semana a Escuteirar
1/8
Sunday, July 08, 2012
JOANA, OBRIGADA
Obrigada, Joana, por ter voltado a ler este quase nada que às vezes me diz.
Hoje quero elogiar O SILÊNCIO
neste caos com muita gritaria em que vivemos.
Tanta gritaria que às vezes chego a casa e carrego o botão da TV.
Desafio-me a «escutar o silêncio».
Sem mais.
Hoje quero elogiar O SILÊNCIO
neste caos com muita gritaria em que vivemos.
Tanta gritaria que às vezes chego a casa e carrego o botão da TV.
Desafio-me a «escutar o silêncio».
Sem mais.
Monday, June 11, 2012
VOLTAR
Não tem sido fácil habituar-me a esta outra forma de vida.
Hoje, sei que caminho. Mas é como um forceps.
O fim-de-semana foi bom.
Aquele encontro/almoço/palavras/sorrisos e abraços na Casa Comprida do António e da Ninah, não tem como agradecer. Não tem adjectivo. É o ponto alto de todos os encontros.
Mas voltei.
Cheguei quase à noite. Isso foi bom.
Já sei que a casa está vazia. Silenciosa.
Saber, ajuda.
«Entender», vou entendendo.
Cada dia, um pouco mais.
Mas voltar, há-de ser sempre assim. Este vazio.
Friday, June 08, 2012
TERRORISMO EM MENSAGENS E MAIL
Hoje de manhã recebi via e mail esta mensagem:
« O Presidente da XXX recebeu esta imagem e a chamou de "lixo eletrônico".
8 dias mais tarde seu filho faleceu.
Um homem recebeu esta imagem e imediatamente enviou cópias... sua surpresa foi ganhar na loteria!
XXX recebeu esta imagem, deu-a a sua secretária para fazer cópias, mas eles esqueceram de distribuí-las:
ela perdeu o emprego e ele perdeu a família.
Esta imagem é milagrosa e sagrada, não esqueça de enviá-la dentro de 13 dias a pelo menos 10 pessoas . *
Zango-me com muitos sinais como este e tantos outos do mundo em que vivo.
Isto é terrorismo puro.
Deus aparece como um ser poderoso e tirano.
O Deus da minha infância e de toda a minha vida é Deus que é Pai de bondade e de misericórdia.
Jesus Cristo é o seu Filho, homem e Deus, a viver connosco esta condição humana.
Há muitos sinais de terrorismo nos nossos dias.
E numa época de crise, de fragilidade não é difícil fazer passar esta ideia de que fazes e recebes oou não fazes e tens um castigo enorme.
Até quando o Manuel estava tão doente, eu recebia estas mensagens.
Não tenho nada a ver com isto.
Ou tenho?
No meu país, na minha cidade cidade, entre os meus amigos...
Pensar, seria bem melhor.
Seria ...
« O Presidente da XXX recebeu esta imagem e a chamou de "lixo eletrônico".
8 dias mais tarde seu filho faleceu.
Um homem recebeu esta imagem e imediatamente enviou cópias... sua surpresa foi ganhar na loteria!
XXX recebeu esta imagem, deu-a a sua secretária para fazer cópias, mas eles esqueceram de distribuí-las:
ela perdeu o emprego e ele perdeu a família.
Esta imagem é milagrosa e sagrada, não esqueça de enviá-la dentro de 13 dias a pelo menos 10 pessoas . *
Zango-me com muitos sinais como este e tantos outos do mundo em que vivo.
Isto é terrorismo puro.
Deus aparece como um ser poderoso e tirano.
O Deus da minha infância e de toda a minha vida é Deus que é Pai de bondade e de misericórdia.
Jesus Cristo é o seu Filho, homem e Deus, a viver connosco esta condição humana.
Há muitos sinais de terrorismo nos nossos dias.
E numa época de crise, de fragilidade não é difícil fazer passar esta ideia de que fazes e recebes oou não fazes e tens um castigo enorme.
Até quando o Manuel estava tão doente, eu recebia estas mensagens.
Não tenho nada a ver com isto.
Ou tenho?
No meu país, na minha cidade cidade, entre os meus amigos...
Pensar, seria bem melhor.
Seria ...
Saturday, May 05, 2012
À ESPERA, O DOCE DE MORANGO
Antes de pôr ao lume o doce de morango para ver o sorriso e o espanto do meu neto Manuel
(foi mesmo a avó que fez?),
deixo aqui o que há pouco escrevi a um amigo
- Estou mesmo quase a comprar um iPad. O André recomendou-me A mãe experimente primeiro.
Ouvi esta frase desde a infância que é preciso aprender, é preciso experimentar.
E foi assim que sozinha, muito criança, prendi a coser à máquina
e aprendi a patinar nas botas de hóquei do vizinho.
Teimosa? Sim.
Determinada? Também.
Já não tenho as botas de patins...
e coser à máquina não é nada de especial
Ainda assim, gosto do que eu gosto.
Determinada.
Sem modas
Sem «agora é assim»
Antes
«Aqui ao leme sou mais do que eu.»
(foi mesmo a avó que fez?),
deixo aqui o que há pouco escrevi a um amigo
- Estou mesmo quase a comprar um iPad. O André recomendou-me A mãe experimente primeiro.
Ouvi esta frase desde a infância que é preciso aprender, é preciso experimentar.
E foi assim que sozinha, muito criança, prendi a coser à máquina
e aprendi a patinar nas botas de hóquei do vizinho.
Teimosa? Sim.
Determinada? Também.
Já não tenho as botas de patins...
e coser à máquina não é nada de especial
Ainda assim, gosto do que eu gosto.
Determinada.
Sem modas
Sem «agora é assim»
Antes
«Aqui ao leme sou mais do que eu.»
Wednesday, May 02, 2012
Fernando Lopes
Morreu hoje
Companheiro do Manel, este senhor, estava por cá a toda a hora.
Melhor,
dele se falava,
com as suas imagens se sonhava,
os filmes vistos,
comentados,
conversados.
Custa-me o que perdemos, quem perdemos.
Como é que esta casa não tem mais o debate, a crítica, as bocas fantásticas, os serões animados
de quem está vivo?
Falta-nos o Manel. De que modo nos falta o Manel!
Mas sinceramente é terrível, dói mesmo, que falte, melhor que tenha desaparecido o gosto pela conversa sã e discutida.
O gosto dizer «assim» e o outro «assado».
Agora deparo-me com uma só ideia, uma só pessoa, uma só ....
Há muito tempo que ouvi isto.
Passado.
Indesejado.
Companheiro do Manel, este senhor, estava por cá a toda a hora.
Melhor,
dele se falava,
com as suas imagens se sonhava,
os filmes vistos,
comentados,
conversados.
Custa-me o que perdemos, quem perdemos.
Como é que esta casa não tem mais o debate, a crítica, as bocas fantásticas, os serões animados
de quem está vivo?
Falta-nos o Manel. De que modo nos falta o Manel!
Mas sinceramente é terrível, dói mesmo, que falte, melhor que tenha desaparecido o gosto pela conversa sã e discutida.
O gosto dizer «assim» e o outro «assado».
Agora deparo-me com uma só ideia, uma só pessoa, uma só ....
Há muito tempo que ouvi isto.
Passado.
Indesejado.
Tuesday, May 01, 2012
GRITADAS AS PALAVRAS
Aquelas palavras gritadas para todos, e que a tornavam o centro, o círculo (de repente Maria do Céu Guerra, o círculo de giz caucasiano...)
Aquelas palavras sobre a última notícia, a única notícia, a notícia que todos tinham que ouvir e ficar a saber
o melhor pastel de nata de Lisboa
a Aloma
aquelas palavras sem afecto sobre a Aloma,
as que tinham aparecido na televisão (a televisão no seu pior)
aquelas palavras que não diziam sobre a Aloma senão o que tinha sido dito nas televisões
a certa altura que a Aloma tinha já sessenta anos
e eu, que conhecia e me enternecia pelo sr Barreto e pelo sr Rodrigues
eu, ainda que procurasse que me ouvissem, não conseguia
eu só queria dizer a Aloma tem menos quatro anos do que eu, sessenta e sete
só para dizer a outra Aloma, a Aloma de sempre,
mas não conseguia gritar
É que não fico nada bem em notícia de abertura, em gritaria de abertura,
soui uma contadora de histórias, mesmo de histórias,
histórias entrelaçadas com afectos, com saudades, nos meus dias
histórias com coisas pequeninas,
coisas,
gestos,
palavras ou silêncios,
histórias que não dão para me fazer ouvir
não dão nem para começar
que a Aloma tenha sessenta e sete anos,
não dá.
Calei-me e em pano de fundo lembrei-me de quase tudo sobre a Aloma.
Caladinha.
lembrei-me da Aloma como também da casa de Tibaldinho
e de que afinal D. Afonso Henriques tinha nascido em Viseu e não em Guimarães,
quiça tão perto da nossa casa,
sabe-se lá, na nossa casa
Parece também que cada um só ouve o que quer ouvir
só vê o que quer ver
naquela noite eu queria mesmo ver
o meu pai apontava-me a Ursa Maior
Ali, Teresinha, ali
eu tentava e não via
até que vi
como a Maria e o André haviam de ver a mesma constelação apontada pelos dedos do Manel (tão belos os dedos do Manel)
eu a dizer noite dentro à minha mãe que tinha pesadelos
os novelos de trapo para as mantas, os novelos que pareciam sufocar-me
Hoje teço muitos novelos
fios cheio de ternura
todos os novelos
a vida cheia de novelos à espera de um sonho
de um sorriso
da laçada de ternura
a vida sempre á espera
Tuesday, April 24, 2012
A VER SE FESTEJAMOS
Há datas que doem.
Julgo que não fui a nada género lembrar, género «onde está» ou «como está» a propósito dos cinquenta anos do Concílio Vaticano II?
Custa.me não ir. E havia de custar-me ir.
Palavras Palavras E que fizemos este tempo todo? Deixámos...
Agora o 25 de Abril. Que temos nós hoje dessa grande esperança? Vozes que se revoltam. Vozes guardadas. Por mim, vou comprar os cravos. Os «tais cravos» de que o meu neto João perguntou «Estes é que são os tais cravos»?
E que venha o André pôr a tocar «Grândola» em todas as varandas.
Para mudar o bairro.
Para mudar o mundo
Para mudar a vida.
Julgo que não fui a nada género lembrar, género «onde está» ou «como está» a propósito dos cinquenta anos do Concílio Vaticano II?
Custa.me não ir. E havia de custar-me ir.
Palavras Palavras E que fizemos este tempo todo? Deixámos...
Agora o 25 de Abril. Que temos nós hoje dessa grande esperança? Vozes que se revoltam. Vozes guardadas. Por mim, vou comprar os cravos. Os «tais cravos» de que o meu neto João perguntou «Estes é que são os tais cravos»?
E que venha o André pôr a tocar «Grândola» em todas as varandas.
Para mudar o bairro.
Para mudar o mundo
Para mudar a vida.
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