Levanto-me e inesperadamente a janela das traseiras escancara-se para o sol.
Está a mais o robe quente. Inesperadamenete e, mesmo com a tíbia partida e muitas outras limitações do corpo e da alma, limitações de mim,
inesperadamente o sol, concede-me o dom da liberdade.
Monday, February 11, 2008
Wednesday, February 06, 2008
«ESQUECE A QUARTA-FEIRA...»
Cantámos,
trauteámos,
ouvimos no velho gira discos que veio de casa dos meus pais,
voltámos a ouvir.
E entranharam-se em nós o som e as palavras
«...esquece a quarta-feira e continua.»
E interpelam-me, desafiam-me, apetecem-me.
De novo, em cada ano.
Não esqueço a quarta-feira.
Mas continuo.
trauteámos,
ouvimos no velho gira discos que veio de casa dos meus pais,
voltámos a ouvir.
E entranharam-se em nós o som e as palavras
«...esquece a quarta-feira e continua.»
E interpelam-me, desafiam-me, apetecem-me.
De novo, em cada ano.
Não esqueço a quarta-feira.
Mas continuo.
Sunday, February 03, 2008
SOFÁ DA SALA, MEMÓRIA E OS DIAS QUE HÃO-DE VIR
Quero ver a Câmara Clara.
Quero começar a ler um livro que o Manuel comprou e me apetece «Tudo o que sobe deve convergir».
Quero fazer as pegas pedidas pela Ana para a Sofia.
Quero ficar calada.
Quero saborear o fim do dia devagar.
Quero saborear todos os fins como começos.
Quero tantas coisas...
Quero fazer de conta que vou falar do sofá da sala e o que quero mesmo é dizer a dor pela morte da Pamela, sabendo que a sua vida marcará a minha vida, a nossa vida. Até ao fim.
Vamos então fingir que é do sofá da sala que falamos.
Temos dois. Mas usamos muito aquele, em frente da televisão, com um banquinho de pele para os pés. Está sempre muito gasto. Era ali que a Pamela se sentava. Há um ano, mandámo-lo arranjar. Pensámos que ia ser também para ela muito mais confortável.
Foi quando a Pamela adoeceu daquela forma brutal.
Nunca mais veio.
É verdade que o Manel se senta lá muitas vezes.
Ele continua a ter as molas boas. Está convidativo. Sólido.
Olho para o sofá.
De certo modo, quando vazio, o sofá é o lugar da Pamela.
E sei-lhe as palavras certas. Bondosas e divertidas. O juizo justo. O conselho tanta vez em forma de pergunta «A Teresa não acha...?»
Sei-lhe o sorriso.
E aquele último sorriso que lhe vi.
Quero começar a ler um livro que o Manuel comprou e me apetece «Tudo o que sobe deve convergir».
Quero fazer as pegas pedidas pela Ana para a Sofia.
Quero ficar calada.
Quero saborear o fim do dia devagar.
Quero saborear todos os fins como começos.
Quero tantas coisas...
Quero fazer de conta que vou falar do sofá da sala e o que quero mesmo é dizer a dor pela morte da Pamela, sabendo que a sua vida marcará a minha vida, a nossa vida. Até ao fim.
Vamos então fingir que é do sofá da sala que falamos.
Temos dois. Mas usamos muito aquele, em frente da televisão, com um banquinho de pele para os pés. Está sempre muito gasto. Era ali que a Pamela se sentava. Há um ano, mandámo-lo arranjar. Pensámos que ia ser também para ela muito mais confortável.
Foi quando a Pamela adoeceu daquela forma brutal.
Nunca mais veio.
É verdade que o Manel se senta lá muitas vezes.
Ele continua a ter as molas boas. Está convidativo. Sólido.
Olho para o sofá.
De certo modo, quando vazio, o sofá é o lugar da Pamela.
E sei-lhe as palavras certas. Bondosas e divertidas. O juizo justo. O conselho tanta vez em forma de pergunta «A Teresa não acha...?»
Sei-lhe o sorriso.
E aquele último sorriso que lhe vi.
Monday, January 28, 2008
DESAFIO A DIZER UMA BOA NOTÍCIA
Sei que escrevo muito menos do que queria.
Muito menos do que penso que vale a pena.
Mas, desta vez, o meu desafio é maior do que esta série de tarefas em que se vai diluindo o dia.
Ouvi ontem, umas dez vezes ou mais as notícias lastimáveis de mortes neste país e o seu suposto relacionamento com as políticas de saúde. Ouvi a voz decidida e serena do ministro, que não conheço senão da comunicação social.
E pega-se, multiplica-se o azedume.
Quero deixar aqui o desafio de que se escrevam, se divulguem, se dê visibilidade ÀS BOAS NOTÍCIAS.
É que elas estão por aí.
Mas são chãs e rasteirinhas.
E não vendem.
Muito menos do que penso que vale a pena.
Mas, desta vez, o meu desafio é maior do que esta série de tarefas em que se vai diluindo o dia.
Ouvi ontem, umas dez vezes ou mais as notícias lastimáveis de mortes neste país e o seu suposto relacionamento com as políticas de saúde. Ouvi a voz decidida e serena do ministro, que não conheço senão da comunicação social.
E pega-se, multiplica-se o azedume.
Quero deixar aqui o desafio de que se escrevam, se divulguem, se dê visibilidade ÀS BOAS NOTÍCIAS.
É que elas estão por aí.
Mas são chãs e rasteirinhas.
E não vendem.
Sunday, January 27, 2008
Monday, January 21, 2008
PORQUE AGRADEÇO...
Recebi este comentário numa postagem. Transcrevo-o, porque o agradeço, pois reflecte muita sabedoria e muita serenidade. Diz assim:
«A morte não me parece nem uma "boa" nem uma "má" razão. É só uma razão. Há algum tempo, morreu uma pessoa que me era próxima e desde então penso que nos falta serenidade para encarar a dita - a dos outros e a nossa. É tão certo que ela aconteça. Porquê julgar uma coisa tão natural? Porque nos sentimos sós? Porque temos medo? Não há espaço no mundo para que todos vivam. A natureza renova-se todos os dias. Porque não aceitá-lo pacificamente ou tanto quanto os nossos medos o permitam?»
A dor da morte, a ausência, esse «nunca mais» é para mim uma realidade difícil.
Mas há que procurar aprender. Sempre.
Ontem ouvi alguém dizer que uma situação muito difícil é sempre o desafio de um recomeço.
Junto esta afirmação ao comentário que recebi.
E peço a Deus que me ajude a saber fazer de cada situação uma acção de graças.
«A morte não me parece nem uma "boa" nem uma "má" razão. É só uma razão. Há algum tempo, morreu uma pessoa que me era próxima e desde então penso que nos falta serenidade para encarar a dita - a dos outros e a nossa. É tão certo que ela aconteça. Porquê julgar uma coisa tão natural? Porque nos sentimos sós? Porque temos medo? Não há espaço no mundo para que todos vivam. A natureza renova-se todos os dias. Porque não aceitá-lo pacificamente ou tanto quanto os nossos medos o permitam?»
A dor da morte, a ausência, esse «nunca mais» é para mim uma realidade difícil.
Mas há que procurar aprender. Sempre.
Ontem ouvi alguém dizer que uma situação muito difícil é sempre o desafio de um recomeço.
Junto esta afirmação ao comentário que recebi.
E peço a Deus que me ajude a saber fazer de cada situação uma acção de graças.
Saturday, January 19, 2008
ÎNÊS
Vim espreitar.
E que bom dar com as suas palavras.
Combinado.
Só mesmo dizer.
E vou ter uma noite melhor.
Boa noite para si.
Doce de morango também ajuda.
E que bom dar com as suas palavras.
Combinado.
Só mesmo dizer.
E vou ter uma noite melhor.
Boa noite para si.
Doce de morango também ajuda.
Friday, January 11, 2008
À ESPERA DE OUTRO TEMPO
Tão «abandonado » este espaço!
E tão lembrado.
Sempre esta espécie de desculpa enganadora
«amanhã vou ter mais tempo».
Decidi voltar SEM TEMPO.
Só talvez para dizer «que esse outro tempo» nunca vem
Que a vida se faz assim de tempos sem tempo
De tempos que nunca são especiais. E que são sempre especiais.
De tempos com a casa desarrumada
Com os cartões de natal por responder
Com amigos à espera de um telefonema
Tanta coisa...
Tanta ...
Mas vale voltar
Com saudades. Com afecto. Com dias de alegria. Com dias de súbito assaltados pela rapidez. Pelo medo das esquinas. Ou com medo do vento?
Dias atravessados por um quase nada. Ou um nada.
A vida assim.
Vale voltar.
A propósito, amanhã vamos a Tibaldinho. Não por uma boa razão ( a morte de um amigo). Mas voltar a Tibaldinho é sempre muito bom.
São tantos os lugares a que pertencemos!
E tão lembrado.
Sempre esta espécie de desculpa enganadora
«amanhã vou ter mais tempo».
Decidi voltar SEM TEMPO.
Só talvez para dizer «que esse outro tempo» nunca vem
Que a vida se faz assim de tempos sem tempo
De tempos que nunca são especiais. E que são sempre especiais.
De tempos com a casa desarrumada
Com os cartões de natal por responder
Com amigos à espera de um telefonema
Tanta coisa...
Tanta ...
Mas vale voltar
Com saudades. Com afecto. Com dias de alegria. Com dias de súbito assaltados pela rapidez. Pelo medo das esquinas. Ou com medo do vento?
Dias atravessados por um quase nada. Ou um nada.
A vida assim.
Vale voltar.
A propósito, amanhã vamos a Tibaldinho. Não por uma boa razão ( a morte de um amigo). Mas voltar a Tibaldinho é sempre muito bom.
São tantos os lugares a que pertencemos!
Tuesday, December 25, 2007
NATAL
Acordo e é Natal.
Sem chaminé.
Sem os meus pais.
E é Natal
O Manuel, septuagenário (o menino ainda dorme)
Eu com uma tíbia partida
Os meus filhos, sempre meninos, acrescidos do Paulo e da Ana
Os meus netos
Os meus sobrinhos
Os amigos
A casa desarrumada
As mensagens de telemóvel
Os e mails
Os que me vão visitando por aqui
Os meus vizinhos todos
O mundo a entrar pela televisão
E é Natal
A deixar-nos dizer
a deixar-nos ser o melhor que há em nós
Sem chaminé.
Sem os meus pais.
E é Natal
O Manuel, septuagenário (o menino ainda dorme)
Eu com uma tíbia partida
Os meus filhos, sempre meninos, acrescidos do Paulo e da Ana
Os meus netos
Os meus sobrinhos
Os amigos
A casa desarrumada
As mensagens de telemóvel
Os e mails
Os que me vão visitando por aqui
Os meus vizinhos todos
O mundo a entrar pela televisão
E é Natal
A deixar-nos dizer
a deixar-nos ser o melhor que há em nós
ORAÇÃO EM NOITE DE NATAL
Nasce, Menino Deus,
Nas nossas mãos vazias.
Nasce
No gesto que não tivemos,
Enquanto Te esperámos.
Nasce nos passos que não demos.
E nas palavras que, às vezes,
Tantas vezes, Te negaram.
Nasce nos silêncios que foram cobardia.
Pressinto que nos aceitas como somos,
E és a nossa única Esperança,
Quando a dúvida e o medo
Encharcam nossos dias.
Pressinto e sei.
E tento.
Tento quando entrego aqui e ali
Um quase nada,
Nesta forma frágil
A que chamamos uma lembrança de Natal.
Tão pobre este dizer!
Mas é assim que Te proclamo presente,
Menino Deus,
Príncipe da Paz.
Nas nossas mãos vazias.
Nasce
No gesto que não tivemos,
Enquanto Te esperámos.
Nasce nos passos que não demos.
E nas palavras que, às vezes,
Tantas vezes, Te negaram.
Nasce nos silêncios que foram cobardia.
Pressinto que nos aceitas como somos,
E és a nossa única Esperança,
Quando a dúvida e o medo
Encharcam nossos dias.
Pressinto e sei.
E tento.
Tento quando entrego aqui e ali
Um quase nada,
Nesta forma frágil
A que chamamos uma lembrança de Natal.
Tão pobre este dizer!
Mas é assim que Te proclamo presente,
Menino Deus,
Príncipe da Paz.
Monday, December 24, 2007
uM BEM HAJA ENORME

Antes de me deitar com o meu amor septuagenário,
quero dizer a todos um bem haja enorme.
A Festa do Manel foi linda.
Falaram os afectos
nos sorrisos
nas distâncias percorridas
na quantidade de boas vontades e de dinamismos
Em tudo
Em todos
Vou tentar postar o rapaz pequenino e mais crescido (parece que esta não tenho... a ver)
NÃO O CONSEGUI CRESCIDO. MAS DE SAINT-ÉXUPÉRY «TODAS AS PESSOAS CRESCIDAS FORAM PRIMEIRO CRIANÇAS.»
Sunday, December 23, 2007
O GRANDE DIA
Pronto, cá estamos. O Manel faz hoje setenta anos. VIIIIIIIIIIVAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!
Decidi ir deitar-me agora, passados quarenta e quatro minutos da meia noite.
Disse-lhe.
Resposta:
- Hoje vais ver o que é dormir com um septuagenário!!!
Sempre surpreendente o meu marido!
PARABÉNS, MEU AMOR SEPTUAGENÁRIO
PARABÉNS.
Decidi ir deitar-me agora, passados quarenta e quatro minutos da meia noite.
Disse-lhe.
Resposta:
- Hoje vais ver o que é dormir com um septuagenário!!!
Sempre surpreendente o meu marido!
PARABÉNS, MEU AMOR SEPTUAGENÁRIO
PARABÉNS.
Saturday, December 22, 2007
Friday, December 21, 2007
À LENA, À ZÉ, AO ANTÓNIO ...
Ontem fizemos quarenta e oito anos de namoro.
A este respeito nunca escreverei nem direi nada de jeito.
Sóa gratidão a Deus, à vida , ao Manel, aos nossos filhos, aos nossos netos, a todos os amigos. De um modo muito especial à Lena, à Zé, ao António que às três da manhã, nessa noite de 19 para vinte de Dezembro tiveram «a pachorra» de vir a pé do Príncipe Real até Campo de Ourique para «fazer companhia» a essa nossa história a começar.
Pois ontem voltámos a passar no Príncipe Real. Agora todo iluminado.
Depoism, até ao Chiado.
E um bife com muito molho a dois na Brasileira.
Com muito molho.
Muita história.
Muito amor.
A este respeito nunca escreverei nem direi nada de jeito.
Sóa gratidão a Deus, à vida , ao Manel, aos nossos filhos, aos nossos netos, a todos os amigos. De um modo muito especial à Lena, à Zé, ao António que às três da manhã, nessa noite de 19 para vinte de Dezembro tiveram «a pachorra» de vir a pé do Príncipe Real até Campo de Ourique para «fazer companhia» a essa nossa história a começar.
Pois ontem voltámos a passar no Príncipe Real. Agora todo iluminado.
Depoism, até ao Chiado.
E um bife com muito molho a dois na Brasileira.
Com muito molho.
Muita história.
Muito amor.
Tuesday, December 18, 2007
TANTA VEZ NATAL
Na reunião de Bíblia.
Ela nunca tinha dito quase nada. Mas um jeito de ternura humilde e alguma pobreza adivinhada.
Na reunião de ontem sentei-me ao pé dela.
O tempo todo sem falarmos.
No fim «Se pudesse rezar pela minha neta. Tem quatro anos e não consegue andar.»
Há dois anos que estou com ela neste grupo. Como escondeu a dor?
E deu-me um embrulhinho feito em casa. Uma caneta para o Manuel. Para mim um terço, vindo de Roma, em bolsinha de veludo. Já o tenho na mala.
He~de dedilhar-lhe as contas em preces.
Por ela.
Por todas e por todos como ela.
Que escondem o sofrimento. E com ternura humilde dizem o Amor.
Tanto Natal, Menino Deus. Tanto Natal.
Ela nunca tinha dito quase nada. Mas um jeito de ternura humilde e alguma pobreza adivinhada.
Na reunião de ontem sentei-me ao pé dela.
O tempo todo sem falarmos.
No fim «Se pudesse rezar pela minha neta. Tem quatro anos e não consegue andar.»
Há dois anos que estou com ela neste grupo. Como escondeu a dor?
E deu-me um embrulhinho feito em casa. Uma caneta para o Manuel. Para mim um terço, vindo de Roma, em bolsinha de veludo. Já o tenho na mala.
He~de dedilhar-lhe as contas em preces.
Por ela.
Por todas e por todos como ela.
Que escondem o sofrimento. E com ternura humilde dizem o Amor.
Tanto Natal, Menino Deus. Tanto Natal.
É NATAL
Não gostava lá muito ou quase nada daquela espécie de sacristão lá na minha paróquia.
Sempre no altar.
Muitas vénias.
Penteadíssimo.
Fatinho completo. Gravata e tudo.
A falar-me com muita timidez ou sei lá.
Hoje, surpresa!
Foi ele que veio ter comigo. «Para lhe desejar um bom Natal.»
Eu - «Mas ainda nos vamos ver»
Ele - «Já está tão perto» E um sorriso largo. Pela primeira vez.
E para mim «Louvado seja Deus»
Afinal já gosto desta espécie de sacristão.
Sempre no altar.
Muitas vénias.
Penteadíssimo.
Fatinho completo. Gravata e tudo.
A falar-me com muita timidez ou sei lá.
Hoje, surpresa!
Foi ele que veio ter comigo. «Para lhe desejar um bom Natal.»
Eu - «Mas ainda nos vamos ver»
Ele - «Já está tão perto» E um sorriso largo. Pela primeira vez.
E para mim «Louvado seja Deus»
Afinal já gosto desta espécie de sacristão.
Monday, December 17, 2007
P'RA QUE SEJA NATAL
Ainda que seja Natal,
ainda que me deixe encantar com os gestos de nada com que compro um presente,
gestos que são deste tempo,
gestos donde nascem sorrisos,
às vezes,
quero este dom das lágrimas.
Por um nada talvez.
Porque há palavras que ferem
Palavras que não sustentam a vida nem os dias.
São palavras que atravessam a noite
E escondem as estrelas.
E ainda que não queira esta ferida,
Eu preciso das lágrimas.
Preciso das lágrimas
P'ra que seja Natal.
Serenamente.
Natal
ainda que me deixe encantar com os gestos de nada com que compro um presente,
gestos que são deste tempo,
gestos donde nascem sorrisos,
às vezes,
quero este dom das lágrimas.
Por um nada talvez.
Porque há palavras que ferem
Palavras que não sustentam a vida nem os dias.
São palavras que atravessam a noite
E escondem as estrelas.
E ainda que não queira esta ferida,
Eu preciso das lágrimas.
Preciso das lágrimas
P'ra que seja Natal.
Serenamente.
Natal
Thursday, December 13, 2007
JOANA E INÊS

É que é mesmo uma história de amor.
Por duas razões maiores:
gostamos e queremos gostar.
Um dia qualquer talvez eu consiga explicar isto:
Gostar e querer gostar.
É como fazer uma malha ou escrever um poema. Faz-se com persistência. E devagar. Faz-se com gestos banais, subitamente iluminados. E às vezes sem luz.
Mas agora que já é noite, um beijo para cada uma.
E, Inês, também no meu coração o dia 8 foi o dia da mãe.
Porque este era o dia da mãe, quando - tantas vezes sem jeito - eu dizia «Mãe».
E agora ainda é. neste fio de tempo e tempos de que se faz a vida.
E bem haja pelas visitas e pelas palavras.
E CONTINUAMOS A PREPARAR A »FESTAZINHA» DE ANOS DO MANEL, QUE É NO DIA 23.
BEM BOM!
Por duas razões maiores:
gostamos e queremos gostar.
Um dia qualquer talvez eu consiga explicar isto:
Gostar e querer gostar.
É como fazer uma malha ou escrever um poema. Faz-se com persistência. E devagar. Faz-se com gestos banais, subitamente iluminados. E às vezes sem luz.
Mas agora que já é noite, um beijo para cada uma.
E, Inês, também no meu coração o dia 8 foi o dia da mãe.
Porque este era o dia da mãe, quando - tantas vezes sem jeito - eu dizia «Mãe».
E agora ainda é. neste fio de tempo e tempos de que se faz a vida.
E bem haja pelas visitas e pelas palavras.
E CONTINUAMOS A PREPARAR A »FESTAZINHA» DE ANOS DO MANEL, QUE É NO DIA 23.
BEM BOM!
Wednesday, December 12, 2007
A VIDA SEM PORQUÊ

Tinha enviuvado.
Parece que se não habituava a esse súbito estar só.
E aquele amigo do marido por perto... Não era fascinante. Estava por perto.
Tinha ido a Londres com a filha e o genro. E não gostou. A ver uma montra, num tempo e num ritmo seu. « Mãe, venha depressa, não fique sempre aí parada...» Não. Isso não.
Queria de volta o seu jeito de estar.
E aquele amigo do marido, era uma companhia. Uma boa companhia. Viagens a seu gosto. Tudo como quisesse
Um «casamento» em Espanha.
Tomei ontem um café com ela.
Oitenta anos.
«E agora tenho ali um homem que me pergunta a toda a hora aonde é que vou.
Que me vai sempre levar e que me vai buscar.
Nem um passo só meu.»
Não tive nada para dizer. Talvez lhe faça um telefonema, agora que é Natal.
A vida assim. A vida sem porquê....
Mas ainda assim, é vida.
Parece que se não habituava a esse súbito estar só.
E aquele amigo do marido por perto... Não era fascinante. Estava por perto.
Tinha ido a Londres com a filha e o genro. E não gostou. A ver uma montra, num tempo e num ritmo seu. « Mãe, venha depressa, não fique sempre aí parada...» Não. Isso não.
Queria de volta o seu jeito de estar.
E aquele amigo do marido, era uma companhia. Uma boa companhia. Viagens a seu gosto. Tudo como quisesse
Um «casamento» em Espanha.
Tomei ontem um café com ela.
Oitenta anos.
«E agora tenho ali um homem que me pergunta a toda a hora aonde é que vou.
Que me vai sempre levar e que me vai buscar.
Nem um passo só meu.»
Não tive nada para dizer. Talvez lhe faça um telefonema, agora que é Natal.
A vida assim. A vida sem porquê....
Mas ainda assim, é vida.
Thursday, December 06, 2007
PAUSA
Esta «pausa» deve-se à preparação da festa de anos do Manel.
58 ENVELOPEZINHOS... E a vista aos sessenta e sete anos...
Ele merece TUUUUUUUUUUUUDDDDOOOOOOOOOOOOOOOO
E «a gente» gosta de festas....
58 ENVELOPEZINHOS... E a vista aos sessenta e sete anos...
Ele merece TUUUUUUUUUUUUDDDDOOOOOOOOOOOOOOOO
E «a gente» gosta de festas....
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